Reniva distribui manivas no Alto Oeste Potiguar

 

O pesquisador Jaeveson da Silva ministrou palestra sobre o cultivo da mandioca

No dia 30 de março, em Pau dos Ferros (RN), houve palestra sobre o Reniva e entrega de manivas para agricultores familiares do Alto Oeste Potiguar. Foram distribuídos 42 kits com as cultivares Branca (mandioca) e Preta (aipim).

A palestra “Projeto Reniva e cultivo apropriado da mandioca e macaxeira” foi ministrada pelo pesquisador Jaeveson da Silva, da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), que focou o cultivo adequado para produção de manivas, forragem e raízes.

O evento atraiu 44 participantes, entre agricultores familiares, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), técnicos do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RN), técnicos da Cooperativa de Trabalho para o Desenvolvimento Sustentável do Alto Oeste Potiguar (Coodesaop), estudantes da Universidade Federal Rural do SemiÁrido (Ufersa) e representantes de instituições públicas locais.

Reniva PBSM no Velho Chico

Nos dias 7 e 8 de dezembro, o Reniva PBSM distribuiu manivas-semente para produtores de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Sítio do Mato e Serra do Ramalho, no Território Velho Chico, durante dia de campo sobre plantio e cultivo da mandioca. Atuaram como instrutores os técnicos Marcos Farias e Geraldo Curi, do Setor de Gestão de Transferência de Tecnologia (STT) da Embrapa Mandioca e Fruticultura. O evento contou com a parceria da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e do Instituto Federal Baiano de Bom Jesus da Lapa.

Oficina sobre avaliação de agroecossistemas

De 7 a 11 de novembro de 2016, foi realizada em Teresina (PI) a segunda e última etapa teórico-prática da Oficina de Formação em Metodologia de Avaliação de Agroecossistemas, promovida pelo Departamento de Transferência de Tecnologia, por meio de projeto específico para essa finalidade.

“O objetivo foi integrar ações do PBSM com o trabalho realizado pelos Núcleos de Agroecologia NE, como parte de uma estratégia para avaliar as ações da Embrapa em políticas públicas e de capacitar a equipe técnica e também agentes multiplicadores para utilização da metodologia”, explica o analista Helton Fleck, do Setor de Gestão de Transferência de Tecnologia (STT) da Embrapa Mandioca e Fruticultura, que participou da oficina junto com William Prado Ferreira, da W2 Engenharia, que presta serviços aos agricultores familiares no Território Velho Chico, apoiando o trabalho da Embrapa em Brotas de Macaúbas e Oliveira dos Brejinhos.

A oficina foi planejada com dois módulos teórico-práticos e um módulo prático, realizados nos territórios pelas respectivas equipes e parceiros das nove UDs envolvidas.
1º módulo – 17 a 21 de outubro (capacitação no método, adaptação da ferramenta e
avaliação ecológica);
2º módulo – 7 a 11 de novembro (avaliação econômica e devolução do resultado do
módulo 1 aos agricultores)
3º módulo – 12 a 16 de dezembro (aplicação de questionários nos respectivos territórios).
“No fim dos trabalhos, espera-se obter avaliações que possam constituir uma publicação com indicações do impacto preliminar dos projetos da Embrapa para o PBSM”, conta Helton.

Atividades com o IBC

Nos dias 27 e 28,  o coordenador técnico Roberto Gama e a melhorista vegetal Kaleandra Sena, do Instituto Biofábrica de Cacau (IBC), estiveram na Embrapa Mandioca e Fruticultura discutindo (BA) o projeto Reniva (Rede de multiplicação e transferência de manivas-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária) na Bahia.

Eles levaram frascos com plântulas das variedades multiplicadas no IBC para que o Laboratório de Cultura de Tecidos faça o estabelecimento das mudas e a Embrapa tenha a guarda desses genótipos in vitro. “A Embrapa tem uma atividade no Reniva que é manter em campo as plantas básicas das variedades que são multiplicadas no projeto. Outra possibilidade é manter também plantas dessas variedades in vitro, para aumentar a segurança de que os genótipos sejam preservados para futuras necessidades”, explica o analista Helton Fleck (STT), um dos coordenadores do Reniva.

O Laboratório de Cultura de Tecidos viabilizou essa atividade, sob a responsabilidade do pesquisador Antonio Souza. De acordo com Helton, serão mantidas 24 plantas básicas de cada uma das 26 variedades trabalhadas no projeto, entre as quais dez são da Embrapa. Para isso, os técnicos do IBC trouxeram material in vitro a partir do qual a equipe da Embrapa vai estabelecer o trabalho. “Essa é uma atividade muito importante para a continuidade dos projetos, pois aumenta a segurança e reduz a necessidade de ter muito material em campo. Além disso, permite renovar as plantas básicas sempre que houver necessidade, garantindo sua identidade e sanidade”, complementa.

Além das variedades da Embrapa, todas as variedades coletadas pelos parceiros têm registro completo de local de coleta, com dados que conferem rastreabilidade e reapropriação pelas regiões de origem.

Os técnicos do IBC visitaram o campo de plantas básicas do Reniva, estabelecido com as mudas micropropagadas na biofábrica. Eles foram acompanhados pelo técnico João Cerqueira. Na ocasião, foram discutidas questões como a pureza varietal e o trabalho de genotipagem que deve ser feito em futuro próximo pela cooperação entre Embrapa, IBC e Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). “Esse trabalho agregará mais qualidade à manutenção e multiplicação dos bancos de variedades, assegurando sua identidade”, diz o analista.

Entrega de manivas para o IBC

Como parte do compromisso da Embrapa no Reniva, foram entregues ao IBC 300 hastes de BRS Formosa para reintrodução no laboratório de micropropagação. Segundo Helton, a reintrodução é necessária, pois foram esgotadas todas as reservas desse híbrido para reiniciar a multiplicação. A variedade tem sido muito demandada no estado da Bahia.

Além desse objetivo, o material propagativo será a base para a produção de mudas que farão parte da ação de divulgação da BRS Formosa nas microrregiões de Laje, Santo Antônio de Jesus e Valença, evento que ocorrerá ainda este ano. A Unidade obteve extensão de recomendação da BRS Formosa para essas regiões junto ao Mapa.

Reniva/BSM promove curso sobre mandioca no RN

No dia 13 de setembro, o pesquisador Jaeveson Silva, responsável pelo campo avançado da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) no Extremo Nordeste, localizado em Mossoró (RN), coordenou curso sobre técnica de multiplicação rápida na produção de mudas de mandioca, no município de Venha-ver. O público-alvo eram técnicos e produtores do Alto Oeste Potiguar envolvidos no PBSM, atendidos pelo projeto Reniva/BSM.
O objetivo do treinamento, que aconteceu no auditório do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RN), foi capacitar técnicos e agricultores familiares nessa técnica. Jaeveson atuou também como instrutor. Falou sobre técnica de multiplicação rápida de mandioca, seleção de plantas e hastes de mandioca, corte de hastes e seleção de miniestacas, além de apresentar informações sobre preparo de câmara e brotação de plantio, corte e recepção de brotos para enraizamento, preparo de mudas e transplantio de mudas para o campo.
“O curso teve a participação de 31 pessoas, entre técnicos e produtores, além do prefeito da cidade, Expedito Salviano. Foi muito proveitoso, com bastante interesse dos participantes em cada detalhe da técnica de multiplicação rápida, inclusive com intenção de replicar a atividade em outras regiões. Reconheceram a necessidade atual da produção em larga escala de material de plantio com qualidade fi tossanitária. Houve também entrevista para afiliada da TV da Globo em Mossoró, a InterTV Costa Branca”, conta Jaeveson.

Assista à reportagem da InterTV Costa Branca no link http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/inter-tv-rural/videos/t/todo-os-videos/v/tecnica-pode-aumentar-producao-de-mandioca-no-interior-do-rn/5320462/

Nova unidade de multiplicação de mandioca em Brotas de Macaúbas

Os agricultores comemoram a inauguração das câmaras de brotação e enraizamento e do telado

Em outubro de 2014, agricultores de diversas comunidades do município de Brotas de Macaúbas, região central da Bahia, se reuniram na sede da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Sumidouro (Asprus) para assistir à apresentação sobre o projeto Reniva (Rede de multiplicação e transferência de manivas-semente de mandioca com qualidade genética e fitossanitária) feita pela equipe da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA) responsável pelas ações do projeto dentro do PBSM no Território VelhoChico. Pouco mais de um ano depois, eles (cerca de 70 pessoas de dez comunidades) voltaram ao mesmo local para participar da reunião que marcou o início efetivo do projeto, com a inauguração da unidade de multiplicação rápida de mandioca e o lançamento dos trabalhos práticos para a produção das mudas. O desenvolvimento da mandiocultura na região compõe uma das linhas de atuação do programa de geração de renda das comunidades do município, uma das condicionantes ambientais da licença de operação do Parque Eólico de Brotas de Macaúbas. A Statkraft – estatal norueguesa que em 2015 tornou-se a sócia-majoritária do parque – vem viabilizando a implantação do projeto com o fornecimento de assistência técnica e dos insumos necessários. Há, por exemplo, um técnico da empresa em tempo integral para atender às comunidades, além de consultores em atuação permanente com foco em quatro cadeias, sendo a da mandioca identificada emdiagnóstico realizado com os produtores como a que predomina nas dez comunidades.

A reunião do dia 15 de dezembro, mediada pelo consultor Vladimir Oganauskas, que atua desde o início do programa de geração de renda, em 2011, foi aberta pelo presidente da associação, Lucilio Paes, que, em nome dos agricultores, agradeceu os investimentos realizados. Em seguida, o coordenador de Meio Ambiente da Statkraft, Angelo Paulo de Oliveira, reforçou a relação de confiança entre os agricultores e a empresa, que tem o compromisso de trazer benefícios para as comunidades e aposta no Reniva para o aumento da produtividade dos mandiocultores. Depois foi a vez de o chefe adjunto de TT, Carlos Estevão Cardoso, fazer uma retrospectiva de todo o trabalho realizado pela Embrapa na região, que remonta a 2006, quando foi realizada uma análise da adoção das variedades de mandioca Alagoana e Lagoão no município de Brotas de Macaúbas. Com isso, expôs os principais problemas para adoção de variedades, entre os quais, a baixa taxa de multiplicação. “Aí que entra o Reniva, que tem o objetivo de colocar à disposição dos produtores material de qualidade genética e fitossanitária”, afirmou Estevão. Ele mostrou ainda os atores-chave, as fases do projeto e alguns números. Até agosto de 2015, o projeto contabiliza 30 municípios atingidos, 33 maniveiros instalados e mais de 529 mil mudas entregues. O analista do STT Helton Fleck, responsável pelas ações do Reniva PBSM, apresentou o trabalho realizado especificamente na localidade de Sumidouro e como funciona o arranjo local, que envolve a Asprus, a Embrapa e a Statkraft. E o engenheiro agrônomo José Raimundo Ferreira, que atua na Unidade, tirou as dúvidas da plateia sobre a técnica de propagação rápida. No dia anterior (14), ele já havia ministrado aos agricultores uma oficina sobre as técnicas, mostrando como funciona a produção nas câmaras de brotação e de enraizamento e no telado.

Reniva instala campo em Bom Jesus da Lapa

No dia 9 de setembro de 2015, o projeto “Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária para o estado da Bahia”, o Reniva, iniciou o plantio do campo de multiplicação de manivas em Bom Jesus da Lapa (BA), com dois hectares e 12 variedades, sendo nove da Embrapa e três variedades crioulas.
Para viabilizar a implantação, houve uma integração de esforços entre Embrapa, Instituto Biofábrica do Cacau (IBC), Instituto Federal Baiano – campus Bom Jesus da Lapa, Reniva Bahia e Reniva PBSM, em direção a um objetivo comum: produzir manivas com alta qualidade genética e fitossanitária para agricultores familiares do território. As atividades desenvolvidas no Território Velho Chico integram o escopo de ações da Unidade no Plano Brasil sem Miséria (PBSM).
“Para superar os entraves específicos que cada agente enfrenta na tentativa de implantar o Reniva, a equipe da Unidade que trabalha o Reniva BSM no Território procurou o IF Baiano Bom Jesus da Lapa, com o qual a Embrapa tem acordo de cooperação. A proposta foi de integrar as potencialidades das instituições, utilizando os recursos materiais de diversos projetos. A ação foi organizada a partir da cessão das mudas pelo Reniva Bahia”, explica um dos coordenadores do projeto, o analista Helton Fleck, do Setor de Gestão de Transferência de Tecnologia (STT). A equipe é composta também pelos técnicos Marcos Farias e Geraldo Curi e pelo engenheiro agrônomo José Raimundo Ferreira, que atua na Unidade.
Durante o próximo período de um ano, tempo necessário para produzir as manivas, ainda serão articuladas, segundo Helton, outras parcerias para atingir os melhores resultados na transferência dessas variedades.
Devido a sua participação nos dois projetos, Reniva Bahia e Reniva PBSM, a Embrapa lidera a iniciativa. Cabe à UD a implantação da irrigação e coordenação dos trabalhos e a realização de treinamentos técnicos para agricultores e estudantes. O primeiro curso já foi realizado.
O Instituto Biofábrica de Cacau (IBC) ficou responsável pela cessão das mudas, parte dos insumos para a lavoura. Já o IF Baiano fez a cessão da área e da estrutura básica de irrigação, preparo da área e plantio das mudas e conduziu as práticas culturais até a colheita de manivas. Além disso, ofereceu a estrutura física para os treinamentos. “Os estudantes que desenvolvem trabalhos com as comunidades se envolverão na transferência dos materiais para os agricultores, proporcionando também as capacitações para boas práticas de produção e seleção de material propagativo”, conta Helton.
O Reniva PBSM entra com insumos para a lavoura, material de irrigação, materiais para a implantação da Unidade de Multiplicação Rápida (Unidade de Aprendizagem).

Dia de campo em Codó

No dia 31 de março, o analista da Embrapa Mandioca e Fruticultura Helton Fleck participou do dia de campo sobre propagação rápida de manivas no município de Codó (MA). O evento teve como base o desdobramento do projeto “Rede de multiplicação e transferência de materiais propagativos de mandioca com qualidade genética e fitossanitária para o estado da Bahia” (Reniva). O objetivo era orientar agricultores familiares, beneficiários das ações do PBSM no início de 2016, a como produzir em câmaras de propagação e de enraizamento.

Atividades no Velho Chico

Orientados pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, produtores do Território Velho Chico, entusiasmados com os primeiros resultados da criação de aves de corte, adquiriram com recursos próprios novos lotes de pintos para dar sequência à criação de galinhas caipiras.

Os novos lotes foram instalados no dia 1º de março nas Unidades de Aprendizagem dos produtores João de Jesus Vasconcelos (localidade de Ponte, no município de Paratinga) e Albino Figueira (da localidade de Tataíra, no município de Sítio do Mato).